11 de mar de 2011

Tribos Urbanas


“Tribos Urbanas” foi o tema do programa “A Liga” (Band) num dia de julho de 2010. No episódio, os repórteres entrevistaram e experimentaram o cotidiano de cada tribo, cada uma com sua particularidade.
Um trecho que foi retirado do site “Audiência e TV”, resume bem qual foi o objetivo do programa: “Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Roseanne Mulholland acompanharão tribos de emos, góticos, cosplayers, punks, entre outras, e discutirão seu estilo de vida. A questão do preconceito também será abordada, pois, ao mesmo tempo que o sofrem, também o praticam através da violência.”
Mas do que se trata uma Tribo Urbana? Essa expressão foi usada, pela primeira vez, pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, em 1985. Porém, ela ganhou força três anos depois com o a públicação do seu livro: “Le temps des tribus: le déclin de l'individualisme dans les sociétés postmodernes”, ou em português, “O Tempo das Tribos - O declínio do individualismo nas sociedades de massa”. Neste livro, o sociólogo fala sobre a necessidade de envolvimento com um grupo, tratando da cultura como um dos aspectos mais importantes da sociedade, já que é por meio dela que os indivíduos se definem.
Uma Tribo Urbana abriga pessoas com interesses, hábitos, ideologiais, gostos músicais e visão política em comum. Sendo esses muitas vezes não aceitos pela sociedade.
O principal problema das Tribos Urbanas está no fato de existirem rivalidades e preconceitos contra membros de outro grupo. Muitas vezes isso é demonstrado de forma violenta e segregante. Em exemplo disso, pode-se citar os Boneheads (Skinhead white power), que trata-se de uma tribo nazista, tendo como inimigos negros, homossexuais, comunistas e ativistas da extrema esquerda. Apesar disso, existem controvérsias sobre a ideologia dessa tribo. Porém, isto é assunto para outro post.
A diversidade de culturas e ideais que essas tribos apresentam, além da chance de integrar pessoas em uma realidade diferente do cotidiano das demais, faz esse tipo de manisfestação criar laços com a história. Sendo assim, engana-se que pensa que o “fenômeno” das Tribos Urbanas é algo recente, como uma modinha qualquer, e logo irá acabar.

E você? Faz parte de uma tribo?

Continua.
Fontes: Wikipédia

9 de mar de 2011

10 frases de mulheres que fizeram história

Ontem, dia 08 de março, foi o Dia Internacional da Mulher. Visto isso, fiz uma lista com 10 frases de mulheres que fizeram história. Sei que não existiram somente essas mulheres e muito menos que apenas elas acrescentaram ou modificaram algo no mundo. Porém, se colocasse todas as mulheres dignas de estarem neste post, não o terminaria nunca, pois teria de sair de casa para entrevistar toda mulher que encontrasse na rua.


“Em momentos difíceis é preciso pensar em alguma coisa bonita”. (Olga Benário Prestes)

“Enquanto puderes erguer os olhos para o céu sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.” (Anne Frank)

“Não acredito em verdades relativas. Para mim, a verdade tem que ser absoluta. Uma verdade relativa é uma meia-verdade e uma meia-verdade não passa de uma meia-mentira.” (Anita Garibaldi)


“Nunca é tarde demais para ser aquilo que você deveria ser.” (George Eliot)

“A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.” (Madre Teresa de Calcutá)

“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)

“A imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato.” (Marilyn Monroe)

“Os interesses podem se mesclar em algo comum”. (Lucretia Mott)

“A violência nas mãos do povo não é violência, mas justiça.” (Eva Perón)
“Sorte é estar pronto quando a oportunidade vem.” (Oprah Winfrey)

Feliz dia da Mulher! Está um pouco atrasado, mas é de coração!

6 de mar de 2011

Brasil: um rico país subdesenvolvido.

O Brasil é um país pobre, ou melhor, ele é um país muito rico, mas com uma fraca distribuição de renda. De acordo com o Coeficiente de Gini, a terceira pior do mundo, empatando com o Equador. "Sendo que o 1% da população mais rica detém renda equivalente a da parcela formada pelos 50% mais pobres" (pesquisa IPEA - 2005).
           
           Geograficamente fala-se que todos os países situados no hemisfério sul, ou seja, abaixo da linha do Equador, fazem parte da classe dos subdesenvolvidos (ou países em desenvolvimento, como alguns preferem chamar), com exceção daqueles que pertencem à Oceania. Todavia, não se pode culpar a Geografia por isso, não é mesmo?
Em 2009, quase 59% da população tinha renda de, no máximo de R$465,00 ao mês (IBGE), sendo que o salário mínimo ideal, para se viver dignamente, deveria ser acima de R$2000,00.

O salário mínimo é feito para sustentar uma família de até quatro componentes e, num país onde os impostos são abusivos e o nível de desemprego absurdo, o dinheiro que não chega a R$600,00 por mês mal dá para sustentar uma pessoa adulta.

Muitos se perguntam por que não existe uma proposta de salário capaz de dar uma vida humana e digna para toda a população brasileira. Recentemente, viu-se na TV e em outros veículos de comunicação que os R$35,00 que foram introduzidos ao salário mínimo causaram um rombo enorme nas contas do governo: R$ 2,5 bilhões de prejuízo.

Em 2010 houve um reajuste no salário dos deputados de quase 62%. Eles passaram a receber R$26,7 mil, fora todos os benefícios. Esta reforma custará, para todos os municípios brasileiros, R$1,8 bilhões (cálculo da Confederação Nacional dos Municípios - CNM). Porém, nenhum político comenta sobre isso, não é? Afinal, nenhum deles quer receber menos de R$10.000,00 e ter alguns benefícios cortados.  

O caso é que, se dinheiro faltasse no Brasil, R$2,5 bilhões de reais não seriam investidos para reforma e construção de estádios para a Copa de 2014 e Lula mal pensaria em emprestar cerca de US$10 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e US$286 milhões para a Grécia. Todo esse dinheiro, que poderia ser investido em saúde, educação, segurança, moradia e cultura, faz do Brasil a 7ª economia do mundo, de acordo com o G-20. Porém, o que determina que um país seja subdesenvolvido ou desenvolvido não é quantidade de dinheiro, mas sim o é feito com ele.